O despertar do vulcão chileno Puyehue
Ai, como esse título ficou brega!!! Bom, mas sou péssima para chamadas. Definitivamente eu nunca poderia ser uma editora. Bom, como não falar do estranho que estava adormecido há 50 anos e tirou o sono de muitos viajantes, inclusive o meu?! Dias depois de chegarmos a Buenos Aires, encontramos um casal de brasileiros que nos perguntou se tb estávamos presos por causa do Vulcão chileno Puyehue. Não tínhamos entrado na net naquele dia, muito menos visto o noticiário. A partir daí foi uma preocupação diária. Claro, nada que afetasse a nossa viagem, mas que me deu um medinho isso me deu. Volto a trabalhar em poucos dias e não seria legal ligar para o meu chefe avisando que estava presa na Argentina depois de seis meses afastada.
Os dias foram passando, os aeroportos abriam e fechavam, até que no domingo, dois dias antes do nosso embarque, veio a notícia que o Aeroparque estava fechado. O início da semana foi bem tenso. Na terça ligamos para a Gol e descobrimos que nosso voo tinha sido cancelado. Ah! Sem essa que a Gol entra em contato pq isso não procede.
Ligamos para o número de atendimento deles, mas a pessoa que nos atendeu tinha um inglês péssimo e pouco conseguimos entender. Entrei pelo atendimento online, que foi ótimo, e nossa passagem foi remarcada para o mesmo dia, às 22h30.
No caminho até o aeroporto o taxista nos dizia que estava tudo fechado. No rádio do motorista, jornalistas anunciavam que nenhum voo havia decolado. Ai, que medo!!! O motorista até ofereceu de ficar esperando enquanto o Rafa confirmava. E não é que estava tudo certo?!!? O aeroporto lotado de jornalistas, mas com poucos passageiros.
A praça de alimentação vazia, algumas lojas fechadas e uma funcionária do tax free insistia em nos dizer que a companhia era maluca de voar, já que todas – inclusive as argentinas – tinham cancelados seus voos. A TAM tinha um voo confirmado para Assunção.
Pouco antes de sairmos do apart vimos no site da Gol um comunicado sobre a contratação de uma empresa que afirmava que o número de cinzas era 100 vezes menor que o nível de segurança mínima estabelecida. Ai, ai, ai, que meda!!!
Acho que nunca fiz uma viagem tão tensa. Sim, morri de medo de voar. No final, graças a Deus, deu tudo certo e o voo foi ótimo, masssss que pedi muito ajuda divina isso eu pedi.



