Viajando com um bebê de quase 5 meses

Eu pesquisei muito sobre como era viajar com um bebê.  Bom, tenho que começar dizendo que sou bem relaxada com algumas coisas. Por exemplo, quando estávamos em Buenos Aires, eu dava banho na pia do banheiro. Teve um dia que entramos no chuveiro, mas como estava frio era melhor a pia. Eu consegui dar um bom banho e lavar a cabeça. Lóóógico que até pegar o jeito eu molhava todo o chão. Pensei em comprar uma piscina, que ele usaria depois, mas acabou não rolando por falta de tempo para procurar.

Até os seis meses meu pequeno só mamava no peito. As mamadas eram dadas em praça pública e em restaurantes. O problema é que ele ficava tão agitado que acabava não querendo mamar. Daí tivemos um problema pq ele acordava de madrugada para mamar.

Compramos um pacote de fralda da Huggies, que achei bem melhor do que a Pampers diurna. A fralda é como a noturna e segurava bem. De qq maneira, eu consegui manter um ritmo de trocar a fralda de 3 em 3h.

Meu dia era mais ou menos assim: acordava, amamentava, trocava fralda. Ele ficava 1h acordado e o colocávamos para dormir. Daí é que tomávamos café. Lembrando que ficamos em um apart. Ele dormia 1h/1h30 e, neste intervalo, aproveitávamos para nos arrumar. Quando ele acordava, mamava novamente, trova a fralda, roupa e saíamos. Isso já era mais ou menos 13h. Ou seja, nossa manhã era sempre em casa. Teoricamente deveríamos dar a  outra  mamada às 16h, mas como falei, na rua ele ficava muito agitado e não queria mamar. Isso acabou atrapalhando um pouquinho os nossos planos, então, almoçávamos e voltávamos para casa em torno de 18h.

O trajeto de avião foi relativamente tranquilo, mas não esqueçam que a Argentina é logo ali. Na ida ele estava mais agitado e tive que andar um pouquinho. Na volta, mamou e apagou.

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Onde comer em Buenos Aires

Acho que eu já falei aqui que o objetivo dessa viagem foi comer bem. Aliás, Buenos Aires e comer bem são praticamente sinônimos. Infelizmente não deu para ir a todos os lugares que eu tinha planejado, mas ficar com o gostinho de que eu ainda tenho muita coisa para conhecer na cidade é muito bom.

Por estar amamentando, eu não pude beber. Minhas refeições eram acompanhadas de água ou de gasosa (refrigerante). Ah! Também é importante lembrar que só conhecemos esses restaurantes no horário do almoço, pois com baby tão pequeno e com frio que estava eu não tinha coragem de sair à noite. Eu já falei do San Juanino, né? Voltamos lá algumas vezes para comer empanada. Também já falei do La Querencia. Por ser praticamente ao lado do nosso apart, fomos diversas vezes.

Onde eu mais gostei de comer pode ser um lugar muito criticado pelos mais conservadores, aqueles que odeiam lugares turísticos: La Cabrera. Fomos lá umas três vezes e visitamos os dois restaurantes. Sim, há muitos turistas, mas o que vale para mim é ter uma comida boa e, nesse ponto, o La Cabrera é perfeito. Vc escolhe uma carne e, com ela, vêm diversos acompanhamentos. De sobremesa fui de creme brullet. Não vi muitas opções apetitosas de sobremesa. A conta para duas pessoas com o refrigerante e uma garrafa de vinho para o maridão saiu por $230 pesos (incluindo os 10% e mais a garrafa graande de vinho, que levamos para casa). Para o nível do restaurante achei o preço excelente.  Sem contar que o serviço aqui é ótimo e, apesar do número de pessoas, é bem rápido.

Eu poderia indicar outro restaurante pela qualidade de sua carne, mas dou nota zero em serviço para o El Mirador. Mais caro do que o La Cabrera, esperamos 50 minutos pelo nosso prato. Ok, a pessoa me avisou que demoraria 30, mas achei um absurdo. Isso não foi só o meu prato, todos eram assim. Para finalizar o péssimo serviço do local, recebi uma faca suja. Qd o garçom trouxe o prato eu avisei que precisava de outra. Ele simplesmente limpa a faca na toalha da mesa e…. corta a minha carne. Meu Deus, fiquei chocada com isso!!!! Eu tive vontade de matar o garçom. Depois desses percalços, não tivemos coragem de pedir sobremesa. Passamos no Freddo e tomamos um belo sorvete de doce de leite.

Bom, acho que é isso, tô quase encerrando a série Buenos Aires. Talvez faça mais um post comentando como é viajar com um bebe pequeno.

Espero que tenham gostado.

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Passeios turísticos e outros nem tanto

Fiz pouquíssimos programas turísticos. O primeiro foi ir à zona dos outlets, na Villa Crespo  e na Córdoba. Yes, baby, I’m brazilian and I love shopping!!! Não a ponto de descer no Ezeiza, né? Mas que eu goXto eu goXto. Na boa que não caí de amores pela área, pois achei os preços bem parecidos com o Brasil. Ok, ok, se vc pegar uma Lacoste, Nike, Puma e comparar pode até achar os preços bem inferiores, mas não era esse o meu caso. Falo de roupas produzidas na Argentina. Na minha humilde opinião, o melhor lugar para fazer compras é na Avenida Santa Fé. Não tão turística qt os outlets, com bons preços e bemmm mais vazio.

O segundo ponto foi a flor metálica. Bem próxima à bela Faculdade de Direito, na Praça das Nações Unidas, a escultura fica sob um espelho d’água que recebeu o nome de floralis genérica. Quando de sua construção, as pétalas se abriam durante o dia e fechavam com o por do sol. Pelo que li no Google, tempos depois de sua inauguração, o sistema elétrico deu um problema e a prefeitura não está disposta a arcar com esse custo. Hoje elas ficam abertas ininterruptamente.

Como fomos em um sábado, conseguimos passar na feirinha do artesões, na Praça França. Só demos mesmo uma passada, pois fomos direto para a igreja Nossa Senhora do Pilar. Aqui também tem o Centro Cultural Recoleta, com diversas atrações. Desta vez não fomos ao Museu de Belas Artes, pois a fome estava apertando.

No almoço fomos de La Querencia, bem pertinho do apart. Gostei muito da comida, que é do Norte da Argentina. Pedi uma sopa, com nome parecido com carbonada e de entrada uma empanada divina de 5 queijos. Usando um clichezão, é de comer rezando.

Desta vez não passamos no cemitério. Passamos na porta, mas já não sou muito chegada em ver cama de defunto, duas vezes então seria demais. Descobrimos um prédio lindo, que é da universidade de Buenos Aires.

No final do dia passamos no Supermercado Disco e compramos um founde pronto para comer em casa. É aquela embalagem que vc derrete e não precisa se preocupar em ralar o queijo, sabe? Aqui no Brasil nunca consegui uma marca boa, mas na Argentina compramos o da San Cor. Meu Deus, é MARAVILHOSO!!! Maridão comprou um vinho para acompanhar, mas eu fui de coca-cola mesmo. Amamentando não posso dar este mole; já basta o que tivemos que misturar com o queijo no preparo.

Para sobremesa, um chocolate da marca Turista. Não sei se vcs conhecem ramas, que é um chocolate meio trançado. Aqui eu antigamente encontrava na Cacau Show, mas há muito tempo que eles não têm mais.

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Onde se hospedar em Buenos Aires

Se você quer saber onde deve ser hospedar em Buenos Aires, assim como os prós e contras de cada um, recomendo ler o post do Riq, do Viaje na Viagem. Com criança, querendo acordar e dormir em um lugar bacana, eu escolhi a Recoleta. Na boa que não fico mais em outro lugar.  Acho que o centro é para quem tem pouco tempo e quer conhecer os principais pontos turísticos. Achei a Villa Crespo e Palermo um pouco distantes. Na Recoleta vc está ao lado do centro, mas longe do tumulto, e bem próximo a Palermo.  Ok, é verdade, a Recoleta é enorme. Eu fiquei na Junin com a Juncal.

Bom, mas lá no post do VnV vc vai encontra detalhes dos bairros. Aqui vou falar sobre o Poetry Building. Pagamos $100,00 a diária de um quarto e sala. Na verdade eu acho que está mais para um estúdio, mas eles dizem que é um apartamento de 1 quarto.

O prédio por fora é bem bonitinho. Antigo, mas aparentemente bem conservado. Adoooooroooo!!!!! Eu estava esperando um elevador bem velhinho, mas não, os dois que atendiam aos quatro apartamentos por andar eram novíssimos. Ao abir a porta uma grata surpresa. Ufa! O apt era exatamente aquilo que tínhamos visto nas fotos. Bem decorado, com tudo que é necessário para vc fazer uma comidinha básica e passar dez dias sem sofrimento.

Dei uma arrumada no sofá e usei como caminha para o meu pequeno, mas no dia seguinte, ao ver o meu chiquito,a pessoa me ofereceu um bercinho. Lição para uma mãe de primeira viagem: sempre pergunte se o local tem berço, ok?

A água era quente, o aquecedor e a limpeza satisfatórios. O staff era muito simpático e prestativo. A internet não era lá essas coisas, mas no último dia um técnico bateu lá para fazer alguns testes e melhorou muuuuito.

Fomos recebidos com uma garrafa de vinho. Delicadeza bacana, que não sai caro para eles, e que gera simpatia. Um manualzinho com dicas de restaurantes, telefones úteis, hospital e manual de instrução dos equipamentos estava em cima da mesa.

Para finalizar a minha avaliação positiva, com essa história de vulcão, queríamos ficar até as 19h no quarto. A grata surpresa veio quando a pessoa me disse que não precisava pagar mais uma diária, que o quarto não estava alugado para o próximo dia e que para eles não faria diferença só limpar o quarto no dia seguinte. Fala sério, os caras ali me ganharam. Isso sim é pensar em fidelização. Quando voltarmos, é lógico que vou me hospedar novamente no Poetry Building.

Varandinha

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O despertar do vulcão chileno Puyehue

By Ho/AFP

Ai, como esse título ficou brega!!! Bom, mas sou péssima para chamadas. Definitivamente eu nunca poderia ser uma editora. Bom, como não falar do estranho que estava adormecido há 50 anos e tirou o sono de muitos viajantes, inclusive o meu?!  Dias depois de chegarmos a Buenos Aires, encontramos um casal de brasileiros que nos perguntou se tb estávamos presos por causa do Vulcão chileno Puyehue. Não tínhamos entrado na net naquele dia, muito menos visto o noticiário. A partir daí foi uma preocupação diária. Claro, nada que afetasse a nossa viagem, mas que me deu um medinho isso me deu. Volto a trabalhar em poucos dias e não seria legal ligar para o meu chefe avisando que estava presa na Argentina depois de seis meses afastada.

Os dias foram passando, os aeroportos abriam e fechavam, até que no domingo, dois dias antes do nosso embarque, veio a notícia que o Aeroparque estava fechado. O início da semana foi bem tenso. Na terça ligamos para a Gol e descobrimos que nosso voo tinha sido cancelado. Ah! Sem essa que a Gol entra em contato pq isso não procede.

Ligamos para o número de atendimento deles, mas a pessoa que nos atendeu tinha um inglês péssimo e pouco conseguimos entender. Entrei pelo atendimento online, que foi ótimo, e nossa passagem foi remarcada para o mesmo dia, às 22h30.

No caminho até o aeroporto o taxista nos dizia que estava tudo fechado. No rádio do motorista,  jornalistas anunciavam que nenhum voo havia decolado. Ai, que medo!!! O motorista até ofereceu de ficar esperando enquanto o Rafa confirmava. E não é que estava tudo certo?!!? O aeroporto lotado de jornalistas, mas com poucos passageiros.

A praça de alimentação vazia, algumas lojas fechadas e uma funcionária do tax free insistia em nos dizer que a companhia era maluca de voar, já que todas – inclusive as argentinas – tinham cancelados seus voos. A TAM tinha um voo confirmado para Assunção.

Pouco antes de sairmos do apart vimos no site da Gol um comunicado sobre a contratação de uma empresa que afirmava que o número de cinzas era 100 vezes menor que o nível de segurança mínima estabelecida. Ai, ai, ai, que meda!!!

Acho que nunca fiz uma viagem tão tensa. Sim, morri de medo de voar. No final, graças a Deus, deu tudo certo e o voo foi ótimo, masssss que pedi muito ajuda divina isso eu pedi.

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Como engordar em Buenos Aires

Na segunda vez em Buenos Aires,  não temos a mesma necessidade de conhecer cada cantinho da cidade. Sempre gostei de passar por aqueles pontos fundamentais (ok ok sou turista mesmo) e andar sem rumo pelas calçadas. Agora temos tempo de sobra para isso. Estamos chamando esta trip de viagem gastronômica. Triste é dar conta de perder todos os quilinhos extras, que se somam com os da gravidez que ainda não desapareceram.

Tomamos café em um lugar normal, que não vale a recomendação, mas lá descobrimos uma maravilha que me enche a boca de água só de pensar. Não sei se o nome é mil folhas, mas se assemelha ao nosso, mas muito melhor. Na hora de pagar, vi uma mocinha entregando duas bandejas lotadas. Não é que descobri que a poucos passos dali uma padaria vendia o tal doce. Ai, ai, ai.. Não sei ao certo o número, mas a padaria fica na Junin bem próxima ao 1280. Fica no mesmo quarteirão, um pouquinho depois.

Empanadas como entrada

Almoço foi no San Juanino. Provamos a empanada de carne e queijo. Gostei, mas eu juro que o buteco próximo ao hostel que ficamos da primeira vez era melhor. Como prato principal pedimos uma carne e batata frita. Não gostei!! A batata era óleo puro e a carne faltava tempero.  Pedimos uma jarra média de vinho da casa e uma água com gás. Preço: AR $120

Sobremesa, claro, como não dar as boas vindas com um delicio sorvete do Freddo de Dulce de Leite com amêndoas. Hummmmmmmm!!

Compras no mercado – pq amooooo – incluiu um delicioso doce de leite da marca La Salamandra. Li em alguns lugares que era o melhor e, com certeza, tinham razão. Para quem gosta de vinho, pagamos AR$ 50 em um Malbec Alta Vista. É bemmmmmmm seco, do jeitinho que eu gosto.

Fico devendo as fotos, já que esqueci o leitor no Brasil.

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Buenos Aires: primeiras impressões

Nosso voo saiu de Guarulhos às 18h40, contando o atraso, direto para o Aeroparque, o Congonhas portenho.  Para os maníacos por compras, até que o Free Shop é grandinho, maior que o nosso. Estava esperando um espaço de 30 m2 e me surpreendi com espaço bem grande.

1ª a missão: sacar dinheiro do caixa automático. Com o aumento do IOF para transações no exterior, dependendo do seu banco esta é a melhor opção, já que aqui o valor que incide é de 0,38%. Primeiro caixa, do HSBC, não tinha dinheiro. Segundo caixa, em reformas e, o terceiro, do banco de La Nacion, também não tinha dinheiro. Conclusão: tive que trocar dinheiro na única casa de câmbio que tinha no local.

2 ª missão: pegar um taxi. Já tínhamos rodado horrores atrás do caixa, já passava das 23h. Fomos naquele guichê e o cara nos cobra quase $70 (pesos). Vá se ferrar! Senti-me roubada. Um frio horroroso, lá fora um deserto e não teve jeito, pagamos mesmo assim.  Fica a lição de fechar direto um transfer com o seu hotel.

3 ª missão: o apart-hotel. Escolha, até agora, acertadíssima!!!! Valeu a dica de um leito, se não me engano Gabriel, que peguei lá no Viaje na Viagem. O Poetry Building é do jeitinho que aparece nas fotos.

Para quem vem com criança, acho melhor viajar durante o dia. Meu baby se comportou muito bem na viagem, mas no final já estava exausto, chegou aqui dormindo, acordou com o cara que nos mostrou apartamento, se assustou.

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Próxima parada: Buenos Aires

Uma promoção da Gol me levou a comprar passagens para Buenos Aires. Confesso que estou morrendo de medo, pois nesta época pegaremos um frio tremendo. Só que estou planejando a viagem para que o pequeno não sinta muito. Depois de muito pesquisar, resolvemos ficar em um apart-hotel na Recoleta, que é o bairro mais indicado para quem deseja passar dias na capital portenha.

Da outra vez que fomos à Argentina, ficamos no centro, bem pertinho do Obelisco. Dava para ir a todos os principais pontos turísticos da cidade caminhando. Só que depois de ler este post do VnV, me convenci de que com filho eu deveria fugir do tumulto.

Chegaremos pelo Aeroparque Aeroporto, que é uma espécie de Congonhas ou Santos Dumont portenha: local pequeno, mas bem próximo ao centro. Ao ler o post, tb do VnV, fiquei chocada com o número de brasileiros preferindo o Ezeiza, bemmmm mais distante, ao Aeroparque, por causa do Free Shop. Hellooooo povo, vamos abrir a mente! Se quiserem fazer compras, melhor irem aos EUA.  Aliás, nem sei se precisa, pois já li algumas dicas de outlets em BA (depois posto aqui os links). Eu sou bem chegada a compritchas, mas daí mudar uma viagem, pagar uma fortuna de taxi só para passar no Freeshop já é totalmente fora de cogitação.

Também no VnN (Viva o Riq Freire!), vi um comentário de um leitor sobre uma espécie de apart. Não vou falar nada antes de usá-lo, mas aluguel um espaço bem bacana por um preço bem razoável para ficarmos 10 dias. E o melhor?? Aceitam crianças. É meu povo, muitos lugares não aceitam crianças. Ok, eu juro que eu entendo um pouquinho.

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São Paulo para todos os bolsos

Tô para escrever esse post faz um tempinho, mas essa vida de mãe/dona de casa acaba com meu tempo. Meu filho mama exclusivamente no peito, no peito mesmo, pq nem mamadeira de leite materno ele aceita. Bom, mas isso é assunto para outro post.

O tema de hoje é quanto custa para morar em São Paulo. Pergunte para qualquer brasileiro qual é a cidade mais cara do seu país e a resposta certamente será São Paulo. Lembro que quando me mudei para a terra da garoa, todos me diziam que teria que ganhar um salário astronômico para conseguir morar aqui. Definitivamente meu salário não se enquadra neste perfil, mas moro há 4 anos em Sampa e posso afirmar que o título desse post é a mais pura realidade.

Uma das melhores pizzas que eu já comi é de uma birosquinha que me cobra míseros 15 reais em uma margarita com oito fatias grandes (Pizzaria São Paulo – tel: 3253 0101 ). De prêmio ainda tem a deliciosa borda de gergelim. Tá achando caro? Vamos de R$ 12,00 é uma de catupiry de arrepiar os cabelos (Piacello – tel: 5083 8846).

Brazeiro Galeto

Outro exemplo de como a cidade é justa é o delicioso Brazeiro Galeto (Rua Luís Góis, 843). Não sei se é lenda, mas já me falaram que é o melhor galeto da cidade. Pela fila que se forma na porta nos finais de semana deve ser mesmo verdade. Fui na semana passada lá e paguei R$38,00 por ½ galeto, que vem com farofa e salada de cebola, 1 porção de polenta, pão italiano (que eles servem de entrada) e mais refri. Este valor é o total para duas pessoas. Olha, galeto eu não sei dizer, mas com certeza a polenta é a melhor.  Por fora é mega crocante e por dentro bem molinha. Até o meu marido, que não gostava de polenta, passou a amar depois do Brazeiro.

Para quem gosta de comida japonesa eu tenho duas boas indicações. O primeiro é bem mais simples, mas decente. Infelizmente você paga por shimeji e shitake. (Matsuya – www.matsuya.com.br)  Outro rodízio, melhor em relação ao anterior, mas com valor um pouco mais caro é o Wakai (tel: 3237 0563 R$ 33,90 durante a semana). O hot filadélfia deles é muuuito bom. Lá temos uma porção de cogumelos. Ah! É lógico que camarão, ovas e lula não estão incluídos no rodízio.

A Priscila do Inquietos indicou a Rota do Acarajé.

O lugar é de comer rezando. O preço é razoável, mas não dá para dizer que é merreca. Pagamos R$ 112,00 por ½ bobó de camarão (quer servia 3 pessoas) + arroz + 1 acarajé + sobremesa + refrigerante. Nossa, comemos muito bem. É exatamente como dia a Priscila, quem passa na porta não entra, mas quem entra com certeza não se arrepende.

Outros itens onde acho que SP tem preços razoáveis:

1-      Imóveis: agora este boom imobiliário encareceu muito, mas SP ainda é mais barato para se comprar um apt do que o Rio. Não estou falando de Ipanema e Leblon, to falando de Flamengo/Botafogo. Sim, meu apt de quarto/sala sem nada (inclusive garagem) valia R$ 50 mil a menos do que um apt de 3 quartos (pequeno, claro) em Sampa, lazer completo e 2 vagas de garagem em um bairro semelhante.

2-      Roupas: Se você gosta de grife está no lugar certo. Quer pagar mais barato pelas roupas vá a um bazar. Diferente do Rio, bazar aqui não é de roupas usadas. São as marcas que liquidam tudo por precinhos bem camaradas. É claro que não é fácil achar um, mas já comprei calça no bazar da Le Llis Blanc por R$ 70,00. Se não liga para marca, nada melhor do que a José Paulino, no Bom Retiro, para se fazer a festa.

3-      Quinquilharias – Bijuterias, artigos para o lar e tudo mais que se pode imaginar é possível encontrar na 25 de março. Como diz uma amiga minha, a Dubai brasileira. eheheheh

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Palácio Quitandinha

Falar de Petrópolis e não falar do Palácio Quitandinha parece loucura. Não, eu não esqueci. É que primeiro pensei em um roteiro que pode ser feito a pé. Para ir ao Quitandinha é necessário carro ou pegar um ônibus, que é muito tranquilo.

O local foi construído para ser o maior cassino-hotel da América latina, mas em 1946, o então presidente Dutra ordenou o fechamento dos cassinos no país. Com isso, o Quitandinha não conseguiu sobreviver como um hotel,  o que levou seu dono a vender os quartos.

Dizem que em seu auge somente artistas, políticos ou milionários se hospedavam lá. Eu nunca entrei em um dos quartos, mas posso garantir que as áreas sociais são lindíssimas! Há mais ou menos 2 anos o SESC comprou – ou alugou, não tenho certeza – e fez uma mega reforma nos espaços . Não fui lá depois disso, mas deve ter ficado ótimo. Era uma pena ver muita coisa se perdendo com os eventos que faziam no local.

Infelizmente não sei dizer se é aberto a visitações. Se pretenderem visitar por dentro, vale dar uma ligada. De qualquer maneira, a foto clássica deve ser feira pelo lado de fora. Não deixem de observar o lago que fica bem na frente do hotel.

Bom, esses são os principais pontos que indico em Petrópolis. Itaipava? Não, não, não há pontos turísticos lá. Itaipava é para descansar e curtir a pousada. Vale também sair à noite para jantar.

Onde comer em Petrópolis?

- Restaurante Imperatriz Leopoldina. Fica dentro do Hotel Solar do Império. Definitivamente não é uma opção econômica, mas vale muito
http://www.solardoimperio.com.br

- Majórica Churrascaria – Fica bem no centro da cidade. Sai mais ou menos R$ 70,00 para duas pessoas comendo uma carne+ acompanhamento+ refrigerente. É bem tradicional na cidade. http://www.majorica.com.br/

- Caso do Alemão -  tem que comer o pão com lingüiça e o croquete. Muito bom!!
http://www.casadoalemao.com.br/site/

Onde se hospedar?

- Casablanca Palace – opção barata para quem quer se hospedar no centro. Hotel bem mais simples.
http://www.casablancahotel.com.br/hotel-casablanca-palace-em-petropolis.html

- Casablanca Imperial – opção mais cara, porém, bem melhor. Fica praticamente ao lado do Museu Imperial.
http://www.casablancahotel.com.br/hotel-casablanca-imperial-em-petropolis.html

- Solar do Império – O mais caro de todos, mas o hotel é muito bom.
http://www.solardoimperio.com.br

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Petrópolis: as belezas da minha cidade

Eu nasci em Petrópolis, mas aos 18 anos fui morar no Rio. Hoje não consigo dar muitas dicas do que fazer a noite, onde é o restaurante mais legal de Itaipava, mas o passeio básico para qualquer turista eu consigo recomendar.

Aliás, antes de começar a escrever preciso esclarecer uma coisa: Araras e Itaipava são distritos de Petrópolis e não cidades diferentes.  Sempre vejo isso na TV e acho uma gafe.

Conhecida como a cidade imperial, Petrópolis até hoje guarda em seus casarões a lembrança do império. É claro que muito já se perdeu, mas os visitantes podem se deparar com as charretes que são atrações turísticas na cidade. Não faço ideia de preço para dar uma volta, mas há mais ou menos 2 anos uma amiga me disse que custava R$50,00 a hora. Se o passeio é bacana? Sim, mas vc pode fazer tudo a pé. Acho que para as crianças pode ser divertido. O ponto de partida das charretes fica em frente ao Museu Imperial.

By panoramio.com

Falando na grande atração da cidade, o acervo do museu conta com peças ligadas à monarquia brasileira, incluindo mobiliário, documentos, objetos pessoais de integrantes da família imperial, como a coroa de D. Pedro. Para entrar, o uso das pantufas é obrigatório, já que ainda preserva o piso original do império.  Os jardins são deliciosos e não se paga nada para andar por eles.

Câmara Municipal By Prefeitura de Petrópolis

Bem em frente ao museu, mas do outro lado da rua, é o a Câmara Municipal. Não sei se é aberto a visitas, mas só a parte externa já vale. Depois do Museu, uma caminhada de 10 minutos te leva à Catedral de Petrópolis, que guarda os restos mortais de D. Pedro II, Tereza Cristina, princesa Isabel e seu marido Conde D’Eu. Mais 10 minutos chega-se ao Palácio de Cristal que foi construído para abrigar festas e exposições.

Catedral São Pedro de Alcântara By Prefeitura de Petrópolis

Palácio de Cristal By Prefeitura de Petrópolis

Continuando a caminhada por mais 10 minutos chega-se à Casa de Santos Dumont, que fica na Praça da Liberdade. Apesar de já ter ido ao local, não me lembro da história e tive que recorrer ao Wikipedia. Só para resumir, SD foi convidado pela Princesa Isabel para passar o verão na cidade e, ao aceitar o convite, resolveu construir uma casa. Bom, acho que ele não tinha o que fazer com seu dinheiro, né? Dizer que se apaixonou por Petrópolis e resolveu construir uma casa tudo bem, mas aceitar um convite e construir um local que atenda suas necessidades é frescura demais! Tenho que voltar lá para confirmar essa história.

Museu Casa de Santos Dumont By Prefeitura de Petrópolis

Ao lado da casa de SD, encontramos o Relógio das Flores, construído em 1972 para comemorar os 150 anos da Independência do Brasil. Atrás fica um dos dois prédios da Universidade Católica de Petrópolis.

Dando a volta na praça chega-se ao início da Avenida Koeler. De lá se tem melhor vista fotográfica da Catedral. No entardecer, quando as luzes do local se acendem, as imagens ganham um toque especial. Daqui se pode atravessar toda avenida apreciando os casarões.

Post longo demais!!! Volto depois para contar mais. Ah, quase todas as fotos foram gentilmente retiradas do site da Prefeitura. rsrs

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Primeira viagem com o meu pequeno

By Filipina Travels

Acabei de voltar da minha primeira viagem com meu pequeno. Destino: Petrópolis, a cidade imperial. Confesso que me arrependi de ir de carro.  Acho que para ele foi tranquilo, até pq ele dormiu quase todo o tempo, mas levamos quase 9h para chegar. Parada para amamentar, arrotar e trocar fralda. Ufa! 1h já se foi, em 2h outra parada.

O carro foi abarrotado de coisas. E olha que fomos para casa de parentes que já tinham berço desmontável e banheira. Não dá para ser econômico com bebes. Meu tempo de mochilão leve se foi.

Depois volto para falar da cidade.

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